sexta-feira, 19 de junho de 2009

ROMANTISMO


As primeiras manifestações do Romantismo surgiram por volta da metade do século XVIII, na Europa, quando alguns escritores passaram a falar da natureza e do amor num tom bem pessoal e melancólico, fazendo da literatura uma forma de desabafo sentimental.

Os escritores românticos abandonaram o tom solene e as rígidas regras de composição poética adotando um estilo mais simples e mais comunicativo. Os poetas criaram novos ritmos e variaram as formas métricas.

Essa liberdade de expressão, aliás, é uma das características principais do Romantismo e constitui um aspecto importante para a revitalização da literatura ocidental.
O Romantismo surgiu numa época em que o ambiente intelectual era de grande rebeldia. Na política, caíam os sistemas de governo despóticos e surgia o liberalismo político (não confundir com o liberalismo econômico do Século XX). No campo social imperava o inconformismo. No campo artístico, o repúdio às regras. A Revolução Francesa é o clímax desse século de oposição.

No Brasil, o romantismo coincidiu com a independência política em 1822, com o Segundo reinado, com a guerra do Paraguai e com a campanha abolicionista.

Alguns autores neoclássicos já nutriam um sentimento mais tarde dito romântico antes de seu surgimento de fato, sendo assim chamados pré-românticos. Nesta classificação encaixam-se Francisco Goya e Bocage.

O Romantismo viria a se manifestar de formas bastante variadas nas diferentes artes e marcaria, sobretudo, a literatura e a música (embora ele só venha a se manifestar realmente aqui mais tarde do que em outras artes). À medida que a escola foi sendo explorada, foram surgindo críticos à sua demasiada idealização da realidade. Destes críticos surgiu o movimento que daria forma ao Realismo.

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